Ela que foi um estouro nos anos 70, destacando grandes ícones como Iggy Pop e David Bowie. A androgenia ainda pode ser considerada um tabu, olhada por muitos com um certo preconceito, mas ela anda sendo resgatada e ganhando destaque na atualidade no mundo fashion, sela nas passarelas ou editoriais de moda.
Por ter traços delicados, Andrei Pejic se tornou um dos modelos mais balados no momento. O loiro que estourou depois de fazer as fotos para nada mais, nada menos, que Jean Paul Gaultier, declarou em entrevista ao Daily Best que não se importa com a polêmica que causa os editoriais de moda que participa.

Andrei Pejic quer ser o símbolo de uma geração em que as diferenças entre sexos masculinos e femininos não sejam o centro da discussão.
“A industria fashion é muito liberal. Você pode ser você mesmo, só não pode ser gordo.” – Andrei Pejic.
Mas o fenômeno androgenia não para por ai, na Semana de Moda Masculina em Milão, a estilista Vivienne Westwood pintou a boca dos modelos com batom vermelho.

A estilista conhecida por sua excentricidade conseguiu surpreender mais uma vez no desfile. Segundo Vivienne a inspiração veio do casamento do príncipe William com Kate Middleton, os looks desfilados seriam então sugestões para o noivo no dia do casamento.

Não podemos esquecer também da modelo transexual Lea T. Ela que também se destaca em passarelas e editoriais, foi um dos assuntos mais comentados na São Paulo Fashion Week (SPFW) e causou um bafafá danado ao sair beijando Kate Moss na capa da revista “Love”.
Já no mundo da música moderno, a cantora Lady Gaga foi um estouro assim que apareceu por ser uma cantora pop com um estilo tão diferente aos olhos de todos. Ela pode ser considerada um símbolo dessa divisão entre os sexos, fisicamente seu nariz grande e o rosto com traços angulosos dão um ar masculino a cantora.
Ela logo se tornou ícone gay tocando em várias pistas de baladas, extravagante, exótica e fashionista, sua imagem confunde muito mais do que esclarece, é ai que ela diz se diferenciar da Madonna.

Pousando para a capa da Vogue, Gaga ficou com um ar de mistério. Certamente se não fosse conhecida poderia passar não só por mulher mas por um transexual.
Isso só comprova uma nova geração mais maleável e fluida. Esses novos ícones da moda e celebridades internacionais, meninos que usam saias e garotas com cabeças raspadas, personalidades que independente do sexo determinado falam mais alto.
Será o caminho para que no futuro o padrão dessa divisão coisa de menina e coisa de menino desaparecer?
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Matéria: Iane Rocha
Imagens: Reprodução Internet