Não são poucos os estudantes de moda brasileiros que sonham em se aventurar pelo mundo e estudar no exterior. A decisão pelo destino, claro, depende de várias fatores. O consenso está no aproveitamento: todo mundo que vai acredita que a experiência será, de fato, engrandecedora – e isso se aplica tanto ao amadurecimento pessoal quanto às conseqüências profissionais. E aí: qual será o seu destino?
Confira abaixo a experiência de três estudantes de moda:
PORTUGAL
Isabela Queiroz, estudante do curso de Estilismo e Moda da Universidade Federal do Ceará, se prepara para passar o próximo semestre em Portugal, cursando Design de Moda na tradicional Universidade Técnica de Lisboa. Além das disciplinas da universidade, ela pretende fazer cursos de extensão e aproveitar para viajar pela Europa. “Conhecer novos lugares e abrir a mente terá reflexos em minhas criações e no meu potencial como profissional de moda”, acredita a aluna. Ela ainda conta que o apoio dos pais é fundamental: além dos custos da experiência (seus gastos devem girar em torno de 500 euros mensais), o apoio gera mais segurança. Isabela não acredita que a experiência por si só será um fator que a ajudará a conseguir estágios/empregos mais facilmente: “Mais do que simplesmente a experiência constar no currículo, acho que o determinante é o que eu trouxer de concreto, o que tiver aprendido de fato e de que forma eu puder usar tudo isso em meu trabalho”.

Isabela Queiroz
EUA
Nem só de Nova York vivem os estudantes de moda que escolhem os EUA como destino. Samara Lima largou o curso de Moda em Fortaleza na metade e foi para New Hope, na Pensilvania, a fim de aprender inglês, fazer cursos e juntar dinheiro. A idéia era passar um ano, mas já se foram quase um ano e meio. Lá, a estudante fez um curso de Ilustração de Moda e está começando um de Negócios de Moda. “Não sei exatamente como essa experiência vai se refletir futuramente em meu trabalho, mas acho que qualquer vivência que você tem abre sua mente para novas idéias – sobretudo morar fora do país de origem . Isso influencia num trabalho mais criativo e diferenciado – pretendo usar isso para me destacar profissionalmente”, conta ela.

Samara Lima
INGLATERRA
Um dos principais centros de moda do mundo, não é à toa que Londres atrai estudantes de moda do mundo inteiro: é lá que fica Saint Martins, universidade considerada a Harvard da moda e responsável por revelar nomes como Alexander McQueen e John Galliano. Estudar na Saint Martins, claro, demanda MUITO dinheiro – mas a universidade possui um programa de bolsa de estudos. E ela não é a única opção por lá.

Ingrid Fontenele, também graduanda em Estilismo e Moda na Universidade Federal do Ceará, aproveitou as férias de julho deste ano para estudar inglês na terra da rainha. “Embora eu não tenha ido para estudar moda especificamente, aproveitei para reciclar a criatividade no Velho Mundo. Londres consegue unir história e metrópole: você respira moda nas ruas que têm, ao mesmo tempo, prédios históricos e enormes arranha-céus. Você vê todo tipo de tribo nas ruas e principalmente nos mercados e feirinhas vintage”, conta ela. Ainda segundo a estudante de moda, nem sempre os pais estão preparados para deixar o filho à solta pelo mundo de imediato; o ideal é ir preparando tudo aos poucos, para que se acostumem com a idéia.
Se estudar em Londres também está nos seus planos, é bom ir preparando o bolso: Ingrid pagou R$5 mil reais pelo curso mais hospedagem e levou mais R$3 mil para despesas por lá. A capital inglesa é, de fato, considerada um dos destinos mais caros. Se vale a pena? Ela mesma responde: “Minha mente se abriu completamente e eu pude ver que a moda é muito mais do que a gente vê nos livros e nas aulas da faculdade. A moda são as pessoas e a cultura que elas trazem. Sou outra pessoa”.

Ingrid Fontenele
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Matéria: Gabriel Sanchez
Fotos: Reprodução/Arquivo pessoal