Não é só de passarela e fashion week que vive a moda nacional. Fora das passarelas e dos laboratórios de estilo, a criação de políticas públicas especiais para o setor e a necessidade de se pensar a moda enquanto cadeia produtiva tem se tornado uma realidade.

A Bahia dá o primeiro passo nesse processo de discussões, iniciado em março na Conferência Nacional de Cultura (reveja matéria), reunindo além de designers e especialistas, órgãos do governo e uma parcela importante da moda regional, os artesãos. Para a representante nordeste do Ministério da Cultura, Tarciana Portella, “é preciso fazer na Bahia um debate da moda enquanto Cultura, porque moda não é apenas glamour. Precisamos dar esse suporte aos nossos estilistas e criadores”.
Para a jornalista e consultora de moda, Cristina Franco, “existe uma enorme quantidade de artesanato subaproveitado, que muitas vezes não tem onde vender. O grande desafio de quem trabalha com moda é entender a diferença entre fazer roupa e fazer moda."
Fazendo um contraponto ao projeto de moda nacional liderado pela grupo Luminosidade através do SPFW e do Fashion Rio, Franco defende que "o artesanato é um elemento que pode diferenciar a moda. Não podemos perder esse patrimônio no Brasil. O artesanato ainda vai influenciar muito a moda do nosso país”.
O 1º Encontro de Moda da Bahia acontecerá nos dias 27 e 28 de agosto de 2010, e definirá os representantes locais para o também inédito Seminário Nacional de Moda, que acontecerá em setembro, .
Enquanto isso, esperamos a versão cearense do encontro.