A crise econômica global já não é novidade para ninguém. Aqui no Brasil, um dos países que menos sentiram os efeitos do problema, o clima não é exatamente de preocupação e já não se fala mais tanto nisso. Mas não se engane: os efeitos da crise pelo mundo são bastante perceptíveis – e o mercado de moda, claro, não deixou de ser afetado.
O mercado de luxo na Itália, após 20 anos de crescimento contínuo, ficou no vermelho pela primeira vez em 2009, ocorrendo uma queda nas exportações italianas do setor em quase 20%. Uma pesquisa do The Boston Consulting Group indica que "o consumidor está mais cético e exigirá da moda um controle de custos". Por isso, as campanhas das principais empresas mais importantes tentam reduzir a distância entre o luxo e o "fast fashion" - essa moda com produção rápida e contínua de novidades, bem exemplificada em lojas de departamento.
As marcas exclusivas de fast fashion, não só da Itália como da Espanha e de vários outros países, têm crescido cada vez mais. O comportamento do consumidor de moda parece ter mudado em virtude da crise: agora, o comprador acha mais coerente investir em produtos menos ostentosos, mas que possam ser mais utilizados e que sejam adequados à época.
Segundo Mario Boselli, estilista e presidente da Câmara Nacional da Moda Italiana, a tendência é apontar para novos mercados, como Brasil, Rússia e Índia. E, com a migração do mercado de luxo e o crescimento do fast fashion, as peças de lojas de departamento tendem a ganhar qualidade – ainda que a preços acessíveis.
Ponto para nós, consumidores!
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Matéria: Gabriel Sanchez
Fotos: Reprodução