Um grande amigo, folheando a Sportswear International #220 de julho/agosto desse ano encontrou uma das melhores listas mais bacanas que já havia lido e claro, não poderia deixar de repassar por aqui. Dez coisas que você deveria saber antes de ter entrado no ramo da moda é um “alerta” divertido para quem está prestes a mergulhar nesse mundo. Asseguro desde já que no fim não acaba impedindo ninguém de nada. Se neguinho quer entrar de cabeça na vida bandida de Vogues, macrotendências, desfiles da Prada e muito sangue-de-barata não vai ser um top10 que vai empatar, né?
1. Uma sorte qualquer freqüentemente passa a perna em talento real.
Crueldade? Que nada. Em uma frase o autor conseguiu relatar o dia-a-dia de inúmeros profissionais que são renegados por não terem pistolão ou personalidade efusiva para fazer a íntima e conquistar a todos. Um dos fatores que mais frusta o bom trashionista amigo que mesmo com uma cultura de moda incrível acaba sendo ofuscado por gente falsa que tem Quem Indique.
2. Viagens de negócios raramente são divertidas.
Depende. Se amigos pentelhos aproveitam para ir junto e acabam te levanto para festas com temática oitentista e direito a open bar a coisa definitivamente muda de figura.
3. Todo mundo realmente conhece todo mundo (e seus negócios particulares).
O autor do racking acha que isso se aplica na gringa, imagine quando estamos falando de uma província como Fortaleza. Acaba que a vida socio-profissional dos modistas locais se torna um Twitter a céu aberto pois todos sabem o que todo mundo está fazendo. A não ser que a pessoa em questão seja muda e não conte para ninguém seu próximo passo.
4. É mesmo como no colégio mas os “cool kids” são mais intolerantes/escrotos do que qualquer teen jamais poderia esperar ser.
Calçadores de hypes e suas panelinhas são um pé no saco para os que - ignorantemente - anseiam se inserir nelas. Além de deixarem o conceito de cool bem defasado, o que é sempre péssimo. Teoria que também se aplica a pseudovanguardas, neoripongas culturetes e indies-da-comunicação-social.
5. Mas muitos dos “cool kids” são, surpreendentemente, algumas das melhores pessoas no mundo (quem diria…)
Afirmativa que só se aplica aqueles que vão além do hype.
6. Fins de semana relaxantes e um mero dia de trabalho de oito horas são para outras pessoas.
Se, dentro da moda, sua área for mídia, esqueça. Você vai trabalhar mesmo passeando no shopping. Dia desses eu me peguei fazendo uma matéria sobre o quisque na NYX no Iguatemi ao mesmo tempo em que comprava maquiagem. Madrugadas de F5 no WWD, noites insones resenhando desfiles, dinamismo quase robótico e 24h horas de faro apurado para o novo são os requezitos básicos de quem troca os croquis pelo teclado. E acredite, todos que optaram pela imprensa amam suas olheiras. Afinal, é para isso que servem os corretivos de brinde da MAC: escondê-las.
7. O que acontece em Vegas (ou Barcelona) nunca, NUNCA, fica só em Vegas (ou Barcelona).
Nessa categoria eu também incluo São Paulo. Afinal, somos pobretas mesmo o máximo que fazemos é descer o Equador ao invés de subi-lo.
8. A menos que você seja modelo, suas chances de se encontrar e casar ? ou mesmo só pegar ? um top são, quando muito, zero.
Particularmente, nunca tinha a menor intensão de casar/pegar/acordar com um modelo. Não sei se por isso achei esse ítem bem enche-linguiça.
9. Mesmo se você tiver um sucesso imenso e se mudar para uma mansão, mesmo assim ainda não terá espaço suficiente no closet.
Sapatos são sempre um problema, não é mesmo?
10. Como na máfia, uma vez que você está no ramo, você está pra vida inteira.
O problema é quando você, querido trashionista, começa a achar NORMAL todos os puxões-de-perna, sangue-de-barata e gongações em geral. Quanto toda essa cobrice passa a fazer parte do seu cotidiano de uma forma que ela soa normal pra ti, acredite, você estará perdido.